sábado, 29 de novembro de 2008

Do medo

Do medo

O medo não é sinal de covardia. Muito pelo contrário, é ele que nos dá possibilidade de agir com bravura e dignidade diante das situações da vida.Quem sente medo e, apesar disso, segue adiante, sem deixar-se intimidar, está dando uma prova de valentia. Quem, entretanto, enfrenta situações arriscadas sem dar-se conta do perigo, demonstra apenas irresponsabilidade.O jovem Napoleão tremia como vara verde, durante os ferozes bombardeios no cerco de Toulon. Um soldado, vendo-o assim, comentou com os outros: “reparem como ele está morto de medo!”“Sim”, respondeu Napoleão. “Mas continuo combatendo. Se você sentisse a metade do pavor que estou sentindo, já teria fugido há muito tempo”.Por Paulo Coelho

domingo, 9 de novembro de 2008

surpresa

Tanta coisa aconteceu nesses dias. Muita coisa, muitas descobertas, dúvidas, incertezas e surpresas. Vi tanta coisa surgir durante pouco tempo. Mas tudo na vida, eu sei, serve como aprendizado e muito grande. Deus é maravilhoso, só Ele sabe o tamanho do nosso sofrimento. Meu Deus, e como sabe.
bom, tá tarde, depois escrevo mais. Tenho tanta coisa pra realizar durante esssa semana....
Esse é um grande recado:Da cobraPostado por Paulo Coelho em 19 de Agosto de 2008 às 00:31 Muitas vezes procuramos conscientemente algo que irá nos causar sérios problemas. Eduardo Vieira conta uma interessante fábula a respeito.Um homem cruza uma tempestade de neve, quando escuta um ruído. Vê uma cobra, ferida e quase morta de frio. “Me ajuda!”, diz ela.“Você é perigosa”, responde o homem.“Não vê que estou quase morrendo, e não posso lhe fazer mal nenhum?”, implora a serpente.Compadecido, o homem a recolhe, e leva para a sua casa.Durante algum tempo convivem em harmonia. Mas um dia, enquanto acariciava a cabeça da cobra, ele recebe uma mordida fatal.“O que é isso?”, diz o homem, a beira da morte. “Salvei sua vida, lhe dei comida, carinho - e agora você me envenena?”E a serpente responde: “mas você sabia que eu era uma cobra, não sabia?”

Da energiaPostado por Paulo Coelho em 20 de Setembro de 2008 às 00:22 Bagwan Shree Rajneesh afirma que a maior parte da humanidade está, neste momento, com sua energia adormecida. Ninguém acredita no imenso potencial que tem, e este potencial termina sem uso.Sabemos que tudo que não é utilizado acaba por perder suas qualidades. Um carro enferruja quando fica durante muito tempo na garagem. Os músculos sem exercício atrofiam. A energia sexual sem uso acaba por desaparecer completamente.Rajneesh conclui que grande parte de nossa impotência diante da vida vem de conflitos desnecessários. Mesmo que tenhamos dúvidas, devemos agir.Na pior das hipóteses, vamos acrescentar uma derrota ao nosso currículo – e ela não irá nos causar nenhum transtorno. Muito pelo contrário, teremos orgulho de nossa coragem.

Ternura Vinícius de Moraes

TernuraEu te peço perdão por te amar de repenteEmbora o meu amorseja uma velha canção nos teus ouvidosDas horas que passei à sombra dos teus gestosBebendo em tua boca o perfume dos sorrisosDas noites que vivi acalentandoPela graça indizíveldos teus passos eternamente fugindoTrago a doçurados que aceitam melancolicamente.E posso te dizerque o grande afeto que te deixoNão traz o exaspero das lágrimasnem a fascinação das promessasNem as misteriosas palavrasdos véus da alma...É um sossego, uma unção,um transbordamento de caríciasE só te pede que te repouses quieta,muito quietaE deixes que as mãos cálidas da noiteencontrem sem fatalidadeo olhar estático da aurora.Vinícius de Moraes